segunda-feira, 7 de abril de 2008

Não sabias...

Pintaste-me um dia uma Galáxia...
Pintaste-me um dia um sonho imortal de doce voz e murmúrio etéreo perdido no tempo
Mas não sabias, não... não sabias que tinhas pintado na realidade o Universo
E me dado como lar o Zénite, donde poderia observar contigo o mundo e enfrentá-lo
Pensei que juntos iríamos até ao promontório das estrelas, onde do fim se faz o início, assim como da terra se faz o mar
Julguei ver no longínquo horizonte da vida as nossas folhas já caducas murchar e secar para a eternidade
E cairíamos...Primeiro eu e só depois tu porque não suportaria tal dor de te ver partir.
Mas o ciclo continuará...
Um dia desapareceremos os dois e depois disso, quando já não restar ninguém que nos tenha conhecido haveremos de cair novamente, desta vez no esquecimento da humanidade...
O fim poderá estar ou não próximo e por isso a tua ausência esmaga-me porque amanhã poderá ser tarde demais
Vamos então esquecer o Amor e apartar os nossos caminhos?
Valerá a pena?
Não...eu não quero acreditar...
Porque tu me pintaste um dia uma Galáxia
E eu queria que sua espiral não mais acabasse
Ergui uma amarga Máxima
E agora vejo-te, distante como Pégaso, fria e indiferente a tudo o que fomos como se nunca o tivéssemos sido, como se não passasse de um simples desconhecido, que no entanto busca em vão um Amor perdido...

Manuel Alva

2 comentários:

Beltane disse...

:O OMG que coisa mais lindaaaaaaa. está mesmo profundo. De facto há situações que nos marcam, quando duas pessoas olham juntas para o mesmo horizonte, e querem seguir esse horizonte e a meio uma delas desiste é cruel demais para a outra pessoa. Mas existem coisas que não se conseguem explicar e se alguém desistiu a meio do caminho é porque não valia mesmo a pena ir com esse alguém até ao fim e assim o caminho de regresso fica mais curto e menos doloroso. Já imaginaste o que era ires praticamente até ao fim e quase na meta a pessoa desistir? a dor seria muito maior. Devemos sempre lutar pela nossa felicidade e pensar que nem tudo esta perdido. O verdadeiro amor (pessoa) é aquele que nos acompanha até pelos caminhos mais dificeis e chega ao fim e diz "faria tudo de novo só para estar perto de ti e nao te deixar desamparado"

Beltane disse...

obrigada por responderes :) isto do amor é complicado, por vezes é banalizado por alguns. Eu pensei já ter amado alguém mas percebi que esse alguém, (do passado) não era de facto aquele amor pelo qual faria tudo, no entanto ele acha, na visão dele que eu sou a tal. Ou seja, no meio disto tudo alguém acaba por sofrer, ontem foi ele, hoje posso ser eu. Mas o ideal é nao nos fecharmos ao amor, não podemos desistir de sermos felizes, não precisamos procurar a pessoa certa, pois ela as vezes surge assim, do nada, de forma inesperada. eu não me vou fechar, no máximo me fecharão percebes? beijinhos e vai postando mais textos lindos como este.