Sopra vento, sopra...
Conta-nos histórias do passado, do presente e do futuro nesta madrugada que se inicia
Já não há lugar para a mágoa ou melancolia
Elas já completaram o espaço em que eu vivia e hão de ser apagadas da memória para dar lugar a outras porventura mais profundas
Por isso sopra, dá e distribui histórias, dá e distribui lamentos a quem te ouve
Porque nada disso me afecta, só os passos do meu dia-a-dia...
Continua a tua saga intemporal e eterna
Que eu enquanto cá estiver te darei atenção
«Eu e só eu», como os humanos fazem, mas sem nunca ouvirem ou compreenderem as razões verdadeiramente...
Mas ainda assim eu cá estarei para te ouvir, tomando egocentricamente a tua mensagem como um pranto meu
Ou, pelo contrário, como um rodopio de alegria e celebração da vida...
Por isso sopra vento, sopra, até ao dia da Finisterra árida, vermelha e vazia de vida e de palavras...
Manuel Alva, Desenhador/Arqueólogo, idade 84 anos (2007)
quarta-feira, 2 de abril de 2008
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1 comentário:
"«Eu e só eu», como os humanos fazem, mas sem nunca ouvirem ou compreenderem as razões verdadeiramente..."
escreves muito bem, parabéns. Identifico-me muito com esta parte que transcrevi pois nunca ninguém irá compreender certos actos meus pois como humanos que somos, existem regras na sociedade que devem ser respeitadas. Mas vá. foi só um desabafo. Tudo de bom p ti e continua a escrever assim ;)
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